sábado, 6 de junho de 2015

Isócrates - Olea Sylvestis

Realização de Alporque no inicio de Junho, para aproveitar a estação de crescimento. O objectivo é corrigir o defeito logo na base, que irá ganhar diâmetro.


Isócrates



Orador grego (Atenas 436, 338 a.C.). Um dos dez oradores atenienses, Isócrates deu um grande contributo para o desenvolvimento da retórica e da educação na Grécia Antiga.
Os seus escritos são essenciais para que se possa compreender a munidade política e escolar do quarto século a.C.. Isócrates acreditou veementemente nas obrigações éticas da retórica, e dedicou a sua vida a educar a retórica aos jovens atenienses.
Até à sua morte Isocrates levou uma vida política activa, nunca negligenciando a educação da retórica que dava aos jovens atenienses. Ele nasceu numa família ateniense rica em 436 a.C. e foi discípulo de Sócrates e Gorgias. Platão descreveu Isocrates como uma “jovem promessa”. Isocrates saiu de Atenas durante a Governação dos trinta tiranos e operou numa pequena escola de retórica na ilha de Chios. Ele voltou a Atenas em 403 a.C..
Em 393 a.C. abriu a primeira e permanente Instituição Superior Artes Liberais de Educação. A sua escola ministrou a arte de escrever e a oratória. O assunto primordial eram questões politicas, e ele focava a atenção na moralidade dessas questões. Hyperides, Isaeus e Licurgus (oradores), Theopompus, e o general Timotheus (historiadores), foram discípulos de Isocrates.
Isocrates manteve-se influente, famoso e professor de sucesso, pelo menos durante cinquenta anos, no meio dos jovens Atenienses. Desorientado, por a Grécia ter perdido a independência, morreu devido a abster-se de comer em 338 antes de Cristo.
O método de ensino da escola de Oratória de Isocrates influenciaram as técnicas de retórica da Grécia Antiga e mais tarde influenciaram a educação liberal Europeia. Para a sua escola, Isocrates só admitia estudantes que tivessem já o domínio de aspectos relacionados com os estilos de gramática. Ele estabeleceu que o treino tipico da oratória, em que os os estudantes respondiam em compasso a diversas situações imaginárias. As suas classes examinaram pontos da filisofia politica , discursos que incentivaram o retórico Cícero a escrever sobre o estilo de ensinar oratória, e as suas obras tornaram-se clássicas no ensino da retórica na Europa até ao Renascimento.
Talvez devido à sua fraca capacidade de discursar, Isocrates acreditava que a retórica era pensada para ser escrita e depois distribuída. A retórica que ele pensava, consequentemente, exibia vocabulário preciso e característico, poucas figuras de estilo, e muitas ilustrações da história e da filiosofia. Isocrates pensava que a retórica deveria manipular o estilo da linguagem para atingir os seus fins. A língua podia tomar certas formas fundamentais, e essas eram para ser misturadas e trabalhadas juntamente, como se trata-se de um pintor a misturar cores ou de um escultor a esculpir um joelho. Isocrates julgava-se diferente dos retóricos da altura, pois não admitia que regra geral poderia ser aplicada à retórica.
Isocrates considerava três factores vitais no desenvolvimento de uma retórica efectiva:
1.       O estudante tem uma capacidade inata;
2.       O estudante tem de praticar várias formas de discurso com vários graus de exigência;
3.       Tem de lhe ser ensinado os principios gerais.

O instrutor pode ajudar na capacidade de discurso através da critica, mas a aptidão básica deve pertencer ao aluno. Várias situações práticas de discurso são essenciais para oferecer e desenvolver uma dinâmica discursiva, em que o instrutor representa a audiência. E situações que podem provavelmente surgir e são “regra geral”.
As teorias de Isocrates não combinam com as de Platão. Platão nega que haja alguma arte de dissertação para além da filosofia. Ele considera Isocrates um “artista da persuasão”, em que um orador treinado pode usar as suas capacidades para defender causas más, sendo ele o responsável por as suas consequências e não o seu professor. Por isto o orador deve conhecer bem a causa que está a defender. Platão entende que a filosofia é a base de um bom orador (retórico) . Isocrates considerava que a assertividade e a prontidão que os homens deviam ter para as causas publicas são da maior importância e que por isso, não podem esperar pela resolução dos filosofos para as questões de verdade absoluta. Entendia que a principal função do filisofo era educar o homem para os assuntos correntes, para ajudá-lo a ler para que este tome decisões aceitáveis dentro do conhecimento limitado. Para Platão, consequentemente, a filosofia da retórica é baseada em fundamentações verdadeiras, para Isocrates, as suas bases são aplicadas ao intelectualismo.
Preconizou a união dos Gregos e dos Macedónios contra a Pérsia.