sábado, 6 de junho de 2015

Comenius - Acer

Acer Palmatum. Podado futuro topo. Aguardo a estação fria, para colocar arames para formação.



Comenius
 
Comenius, nome latino de Jan Amos Komensky, humanista checo (Nivnice, Morávia, 1592 – Amesterdão, 1670). Bispo da União dos Irmãos Morávios, contribuiu para a reforma da educação na Polónia, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Hungria, e Holanda, países onde viveu alternadamente em virtude de, no contexto das convulsões religiosas da Guerra dos Trinta Anos, ter sido vítima de proscrição do seu país natal. Em 1656, devido a transtornos políticos em Leszno (Polónia), onde então vivia, perde de novo num incêndio os seus bens e os seus manuscritos (entre os quais o plano de uma obra monumental, a Pansophia), e parte então definitivamente para Amesterdão. Desejava que a pedagogia se tornasse uma ciência autónoma. Convicto de que existe uma relação íntima e natural de interdependência entre os diversos ramos do saber, insiste numa educação baseada no desenvolvimento harmónico das faculdades. Para tal, preconiza um ensino gradual, que parta do mais fácil para o mais difícil, do concreto para o abstracto, por meio de exercícios de repetição para memorização do aprendido. Chega assim a um ensino marcadamente intuitivo, que defende, como resposta à sua preocupação em relacionar as coisas aos nomes – para Comenius «o fundamento de toda a erudição consiste em apresentar correctamente aos nossos sentidos os objectos sensíveis, de modo a que possam ser compreendidos com facilidade». Desenha o ensino organizado em quatro etapas, de seis anos cada, desde o nascimentos aos 24 anos, sendo as duas últimas de carácter não obrigatóri, e a primeira veiculada pela própria mãe da criança. Não conceptualiza o individual, o diferencial, na educação do individuo, e essa orientação pela generalização vai desde os métodos de ensino – ensino colectivo e simultâneo, com classes de 100 alunos, todos ao mesmo ritmo, segundo os mesmos métodos e com um memso professor – até à população visada. Para Comenius qualquer pessoa, de qualquer condição social, incluindo as mulheres, pode aprender o mesmo.
As obras mais importantes são:
Didáctica Magna (1632, em Checo; 1657, em latim)
Ianua Linguarum Reserata (1631)
Orbis Sensualium Pictus (1658)