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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Juniperus Chinensis, "Futuro"

Assim ficou a parte aérea do Alporque. Uma árvore que ficou bem. Gosto particularmente de garantir profundidade.


Na arte é preciso saber olhar o "Futuro" de cada árvore, adivinhá-la.

Só para mostrar a romã

Esta romãzeira respondeu muito bem ao transplante. De tal forma que ganhou novas ramificações, a serem trabalhadas após a queda da folha, floriu e deu fruto.


Aula Transplantes Jardim Bonsai

Ontem realizou-se mais uma aula no Jardim de Bonsai.

Transplantei o Carpinus coreana, ainda com muita ajuda do Prof. Rui. Pois, a árvore tem muito valor e eu tenho pouca experiência. Retirou-se o primeiro ramo traseiro também, com o intuito de conferir maior destaque ao tronco.





Depois houve apenas mais tempo para separar o Alporque do Juniperus Chinensis e colocar em Akadama (com um pouco de carvão). Gostei muito do resultado, com todos os créditos para o Prof. Rui Ferreira.

Agora com melhores proporções, representando melhor a luta da árvore contra os elementos erosivos. Ainda com muito trabalho pela frente. Falta formar o Jin e aperfeiçoar a copa e a ramificação.

Ainda é cedo mas parece reunir condições para um Ikadabuki


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prunus persica, lenda de menino e a gralha

reino: Plantae
classe: angiospérmicas
ordem: rosales
Família: Rosaceae
Género: Prunus
sub-género: Amygdalus
nome comum: Pessegueiro

Há uma música, de Rui Veloso, letra de Carlos Tê, que evoca a lenda que vou escrever. A música ficou intimamente ligada à Ilha do Pessegueiro e a Porto Côvo. Um dos locais mais bonitos da costa Portuguesa. Ao ouvir a música, "o visir de Odemira, que dizem, por amor se matou novo", oferece-nos um imaginário convencional. Um príncipe mouro, uma jovem donzela cristã, um amor impossível e o jovem põe término à vida. Qual Romeu e Julieta.

No entanto a lenda conta outra história.
Há muitos anos atrás, um capitão Mouro chegou à Ilha do Pessegueiro com um único propósito: Vencer os Cristãos. Para isso treinava soldados e liderava-os no campo de batalha. Era um homem forte, hábil e corajoso, porém, duro, teimoso e orgulhoso. Por vezes quanto maior a paixão de um homem sobre uma actividade, um objecto, um animal, qualquer coisa, quando nada se torna numa obssessão, mais afasta os seus mais amados. Que deviam ser os primeiros.
E nesta obssessão de vitória, o Capitão obrigava o seu filho a ver os treinos, a conhecer golpes, armas e estratégias. Mas era demasiado rígido, pouco sensível, demasiado distante dos reais interesses da criança. O pequeno menino admirava o seu pai, amava a sua mãe. Preferia jogar, nadar e brincar com animais. Ficava a olhar o mar, explorava rochedos e arribas. O dia ao lado do seu pai era uma prisão de desinteresse, uma tortura de tempo perdido. E neste vazio, nasceu a tristeza. 

Felizmente, um dia encontrou uma gralha, que o passou a acompanhar para todo o lado sobre o seu ombro. Tornaram-se grandes amigos. Comunicavam lindamente, treinaram chamamentos e truques. Jamais se separavam. E de aventura em aventura, a atenção do menino voava nas asas negras e brilhantes da gralha. No campo de treinos começaram os erros e depois as faltas. E a cada falha da criança, a ira do Capitão fazia-o vociferar ameaças e ofensas. E assim, mais empurrava o pequeno para longe de si. A batalha mais importante da sua vida, sumia a cada ataque de cólera.Um Homem corajoso, tem de saber amar o próximo. a todo o momento. Mas quando as palavras saiem à ordem do gatilho, atingimos quem não queremos no coração.
No dia em que o capitão prometeu matar a gralha, já passou a madrugada seguinte sem o filho e a gralha sob o seu tecto. Todos os homens procuraram o menino e a gralha, sem sucesso. 
Passados alguns dias, o menino foi encontrado morto com a gralha no seu peito, cumprindo consigo a viagem.

A liberdade de fazermos o que mais gostamos, é a certeza de um caminho sem fim.

 A tristeza tem um fim, bom ou mau tem um fim.

Populus nigra, Outubro 2014


Uma das estacas perdeu-se. A minha inexperiência, fez com que não tenha fixado correctamente com arame as estacas. Por outro lado, a altura das estacas, exigia vasos mais altos. Um dia de ventos fortes, derrubou a estaca com a casca mais velha.
Sei que o material não é excepcional. Não vou ter árvores de valor a partir daqui. E compreendo que alguns amantes seniores da arte e coleccionadores mais experientes, apenas determinei um destino a estas estacas no vaso: o lixo. Porém, eu para já não me importo de investir tempo nestas estacas. Também é artista aquele que consegue retirar o máximo potencial da árvore. Não é que seja grande artista, pelo contrário, mas não me importo de o tentar ser. Se esta é a madeira que tenho, esta é a madeira que vou tentar trabalhar.

Problemas de proporcionalidade e conocidade deixam antever uma poda severa. Depois logo veremos como os choupos respondem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Punica Granatum, Verão 2014

Alguns troncos poderão ser reduzidos ou eliminados. Se decidir o transplante logo veremos. Bem adubada com Biorgan durante o Verão.

domingo, 28 de setembro de 2014

Malus ioruba, florindo

Depois de podada, no Jardim de bonsai pelo Prof. Rui, adubei e tentei acertar a rega. Parece estar a reagir bem ao local e aos tratamentos.

sábado, 27 de setembro de 2014

Punica Granatum nana, verão 2014


Consegui uma forma triangular apenas com poda. Teve problemas com Oídio, então mudei de local oferecendo maior exposição solar. Evitei pulverização folhear ou excesso de humidade. Removi manualmente o fungu das folhas e consegui controlar.
Adubei fortemente em início de Setembro e respondeu muito bem.

macieiras a partir de semente, verão 2014

Não há muito a dizer. a crescer. Adubo bem.